Debates técnicos e ações de prevenção encerram os 13 anos da boate Kiss

Debates técnicos e ações de prevenção encerram os 13 anos da boate Kiss

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Vigílias, seminários e atos simbólicos marcaram os 13 anos do incêndio da Boate Kiss, uma das maiores tragédias da história do país. Em Santa Maria, a terça-feira (27) foi dedicada à memória, à reflexão e ao debate sobre segurança e prevenção, com atividades concentradas na Praça Saldanha Marinho, no Centro da cidade.

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A abertura oficial ocorreu às 18h, com acolhimento ao público, seguido, às 18h30min, pela leitura dos nomes das 242 vítimas do incêndio. Na sequência, foi exibido um vídeo com retrospectiva cronológica, relembrando os principais atos de memória, mobilizações e a luta por justiça desde 2013.

Flavio Silva, presidente da AVTSM, toca o sino a cada nome lembrado na lista das 242 vítimas do incêndio Foto: Vinicus Becker (Diário)

Depois, teve início a primeira mesa-redonda, com o tema “Segurança contra incêndios: da norma à vida”, que abordou os avanços e os limites da legislação criada após a tragédia, além dos riscos ainda presentes em ambientes coletivos. Participaram do debate o engenheiro civil e professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fabrício Bolina; o engenheiro civil e diretor do Sindicato dos Engenheiros (Senge), João Vivian; e o representante da Associação Brasileira de Proteção Passiva Contra Incêndio (ABPP), Rogério Lin.

Em seguida, a segunda mesa, “Quando a dor vira linguagem”, reunindo a psicanalista, mestre em psicologia e escritora Bruna Ozório; o chargista e ativista político Carlos Latuff; e a psicanalista e mestra em educação Sandra Fagundes. 

Encerrando a programação, foi realizada a terceira mesa, “Lançamento do Alerta Kiss – Informação que salva”, que apresentou à comunidade uma nova ferramenta de prevenção voltada à denúncia de irregularidades em locais de grande público. Participaram da apresentação a sobrevivente do incêndio e integrante do Coletivo Kiss: que não se repita, Luiza Mathias; Mary Pereira, também integrante do coletivo; e o engenheiro de Segurança do Trabalho e bombeiro civil Rosito Borges.

Foto:Vinicius Becker (Diário)

Alerta Kiss

O encerramento das atividades foi marcado pelo lançamento do Projeto Alerta Kiss – Informação que salva, iniciativa criada pelo Coletivo Kiss: que não se repita com o objetivo de transformar a memória da tragédia em uma ferramenta concreta de prevenção.

O projeto prevê um sistema de denúncias anônimas de irregularidades em casas noturnas, eventos e espaços coletivos, como superlotação, saídas de emergência bloqueadas, ausência de extintores, problemas em alvarás e falhas na sinalização de segurança. As informações passam por triagem e, quando consideradas procedentes, são encaminhadas aos órgãos responsáveis.

Entre as participantes da apresentação esteve Luiza Mathias, sobrevivente do incêndio da boate Kiss e integrante do Coletivo Kiss: que não se repita.

A vigília que se repete há 13 anos
Na noite de segunda-feira (26) e madrugada desta terça-feira (27), familiares, sobreviventes e a comunidade participaram de mais uma vigília em memória das vítimas. O ato começou na Praça Saldanha Marinho, com um momento de acolhimento, seguido de caminhada até a Rua dos Andradas, onde funcionava a boate Kiss.

A programação incluiu o ato “Ausência Presente”, a manifestação “Nada Consta”, em frente ao tapume do Memorial da Kiss, e o tradicional “Minuto do Barulho”, à meia-noite, marcando o horário em que o incêndio teve início.

 Cartazes foram colados nos tapumes das instalações das obras do Memorial. Dizeres como “O público não foi alterado”, “O ar acabou em minutos” e “Capacidade máxima não respeitada” 

13 anos

Na madrugada de 27 de janeiro de 2013, o incêndio na boate Kiss matou 242 pessoas e deixou mais de 630 feridas, a maioria jovens universitários que celebravam o início do ano letivo.

O fogo teve início durante um show da banda Gurizada Fandangueira, após o uso de um artefato pirotécnico. Em poucos minutos, a fumaça tóxica se espalhou pelo ambiente, que não possuía saídas de emergência adequadas e tinha material altamente inflamável no teto. O impacto ultrapassou os limites de Santa Maria e gerou comoção nacional.

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